O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) assentou até 30 de novembro 71 mil famílias, indica balanço divulgado ontem pelo presidente do Instituto, Orlando Muniz. A meta para 2000 é dar terra para 100 mil famílias. Muniz garantiu hoje que a meta será cumprida. Para isso seria necessário assentar mais 29 mil famílias apenas neste mês.
O número de invasões caiu. Foram 224 até 30 de novembro, contra 438 registradas em 1999. O presidente do Incra atribuiu essa redução a vários fatores, entre eles uma legislação mais rigorosa, prevendo que a terra ocupada fica dois anos sem ser vistoriada.
Mato Grosso do Sul e Pernambuco foram Estados com maior número de ocupações, 49 e 38. Seguidos por Alagoas e São Paulo, ambos com 20 casos cada. As perdas sofridas com a pecuária, a chegada dos brasiguaios e a proximidade de áreas de conflito, como o Pontal do Paranapanema, são citadas como causas para uma concentração de invasões no Mato Grosso do Sul. Já nos Estados de Pernambuco e Alagoas o motivo teria sido a retração da indústria canavieira.
Muniz destacou a diminuição do custo dos imóveis rurais. Segundo o órgão, a média do preço do hectare caiu de R$ 382,00 em 1995 para R$ 264,00 este ano. Até novembro, disse, foram criados 675 assentamento. Desde 1995, foram 3.691.
Muniz ressaltou a importância da consolidação dos projetos de assentamento – a passagem dos trabalhadores rurais da condição de assentados para a de agricultores familiares. Até agora foram beneficiadas 55.900 famílias.

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