Salvador, 20 (AE) - O juiz Avio Mozart Ferraz de Novaes, da 18a Vara da Justiça Federal da Bahia, não havia decidido até o inicio da noite se mandava retirar da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Salvador os 450 trabalhadores rurais sem-terra que ocupam o prédio desde a segunda-feira.
Atendendo a uma ação de reintegração de posse do Incra, ele promoveu hoje uma "audiência de justificação prévia", pela qual o juiz ouve as partes antes de tomar uma decisão. Participaram da audiência dois representantes do Movimento dos Sem-Terra Edvaldo Pereira e Bete Souza, o advogado do MST Kivio Costa Lopes, o interventor do Incra-BA, Gercino José da Silva Filho e a procuradora do órgão Regina Calhau.
Novaes estava tentando fechar um acordo entre as partes para não ter que desocupar o prédio com o uso da polícia, mas os sem-terra mostravam-se intransigentes alegando que só deixam o local se o ministro Raul Jungmann receber uma comissão de militantes baianos do MST. Não havia previsão de o juiz tomar uma decisão hoje.
Os trabalhadores sem-terra estão armados de facões na sede do Incra. Um grupo controla o portão e o resto espalhou-se pelas dependências da sede.

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