Incra pede reintegração de posse em Marabá
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quarta-feira, 19 de março de 2003
Agência Estado 
Belém - Advogados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ingressaram ontem com ação de reintegração de posse com pedido de liminar, na Justiça Federal de Marabá, no sul do PA, para que os dois mil sem terra e assentados que invadiram o órgão na última segunda-feira desocupem imediatamente o local. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri), reunidos pela manhã, decidiram permanecer no prédio. Os advogados do Incra afirmam no pedido que a invasão do prédio provocou transtorno aos servidores e paralisação das atividades.
Os invasores exigem a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, e o presidente do Incra, Marcelo Resende, em Marabá para negociar a pauta de reivindicações. Para eles, o fato de existirem mais de 300 assentamentos abandonados pelo governo federal e outras cem fazendas improdutivas na região revelam ''problemas que não podem ser ignorados''.
A superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na capital paraense também está ocupada por integrantes do MST. Na manhã de ontem, cerca de 300 trabalhadores rurais sem-terra e lavradores de assentamentos localizados em municípios da região nordeste do Estado invadiram a sede, depois de uma manifestação pelas ruas de Belém em protesto contra a possibilidade de guerra no Iraque.


