Belém - O juiz da Vara Federal de Marabá, no sul do PA, Herculano Martins Nacif, concedeu liminar de reintegração de posse ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), determinando a saída imediata do prédio do órgão de mais de dois mil sem-terra e assentados, que invadiram e ocupam suas instalações desde a última segunda-feira.
Os líderes do Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri), reagiram indignados à ordem de despejo, afirmando que ninguém sairá do local. Eles só aceitam negociar a saída com a presença em Marabá do ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, e do presidente do Incra, Marcelo Resende.
Ao acolher o pedido dos procuradores do Incra, o juiz levou em conta a insegurança física dos servidores do órgão e a possibilidade de danos ao patrimônio público pelos sem-terra. Nacif estabeleceu multa de R$ 1 mil diários contra o MST e a Fetagri no caso de ambos se negarem a cumprir a decisão judicial.
Em Belém, os 500 invasores da sede do (Incra) em Belém começaram a deixar o prédio, ocupado havia dois dias, prometendo voltar na próxima quinta-feira. Eles decidiram aceitar um pedido de desocupação do novo superintendente do órgão, Roberto Faro, que prometeu se empenhar para atender as reivindicações dos agricultores.

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