Belém, 28 (AE) - Cerca de 500 famílias de lavradores dos assentamentos Tuerê I e II, em Novo Repartimento, no sudeste do Pará, começam a receber esta semana o dinheiro que pediam ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para plantio, alimentação e habitação.Outras 1.700 famílias dos mesmos assentamentos deverão ser contempladas com os créditos depois de o Incra analisar a prestação de contas sobre repasses já feitos nos últimos anos.
São 210 créditos para plantio e alimentação e 290, para habitação. O crédito para plantio é de R$ 1.400 por família. O de habitação, R$ 2.400. A verba só foi liberada depois que os lavradores invadiram a sede do órgão em Tucuruí e tomaram como refém, na semana passada, a chefe da unidade naquele município, Graça Frazão.
A negociação com as lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) na região foi conduzida pelo assessor da presidência do Incra em Brasília, Alceu Azevedo
nomeado para atuar como interlocutor das reivindicações dos 210 assentamentos do órgão no sul do Pará no Ministério de Política Fundiária.
Servidores - "Os recursos para o Tuerê estão à disposição dos assentados na sede do Incra. Basta ir lá, assinar o contrato e passar no Banco do Brasil para pegar o dinheiro", disse Azevedo. A primeira providência dele na nova função foi afastar os servidores do Incra em Tucuruí, que estariam envolvidos em irregularidades na liberação de créditos, além de transferir a sede para Novo Repartimento."O Incra precisa ficar mais próximo dos assentamentos do Tuerê", justificou o assessor
referindo-se à mudança.

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