Uma comissão de funcionários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Banco do Brasil (BB) deverá visitar quarta-feira o Pontal do Paranapanema, em São Paulo, para discutir a liberação de créditos para assentados.
‘‘Tem uns 300 a 400 membros da Cocamp (Cooperativa de Comercialização e Prestação de Serviços dos Assentados de Reforma Agrária no Pontal Ltda) que não receberam custeio agrícola por ineficiência do Banco do Brasil’’, afirmou ontem o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), José Rainha Júnior após audiência com o presidente do Incra, Milton Seligman.
Segundo Rainha, o atraso está atrapalhando o plantio da safra verão. ‘‘Cada família deveria receber R$ 2 mil’’, afirma. Seligman, porém, disse não haver atrasos, mas problemas do Procera com a Cocamp. O presidente do Incra explicou que, por uma série de razões, os assentados ligados à cooperativa receberam créditos num teto e estão discutindo mudança do teto individual para o coletivo, que aumentará a capacidade de endividamento da cooperativa.
Seligman vê com otimismo uma solução, mas avisa que existem detalhes que precisam ser resolvidos porque envolvem o Incra, o BB e a Cocamp.
Rainha pediu ainda que o governo assente com mais rapidez as famílias nas áreas já desapropriadas, para evitar futuros conflitos. ‘‘No Pontal, temos cerca 1,2 mil famílias acampadas e à espera de terra em área desapropriada que não tem imissão de posse. Você acha que vão ficar à beira da estrada toda vida?’’, questionou.
‘‘Eles vão para dentro das áreas, independente da vontade da gente (dos dirigentes) ou não’’, previu o líder sem-terra.

mockup