Curitiba - Funcionários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) do Paraná, com sede em Curitiba, e de mais duas unidades avançadas estaduais de Francisco Beltrão e Cascavel, aderiram ontem à greve que atinge 23 superintendências do órgão em todo o país. De acordo com a Associação dos Servidores do Incra no Paraná (Asincra/PR), 85% dos 130 funcionários estão parados, sem previsão de retorno.
Segundo a presidente do Assincra/PR, Irene Neves, as reivindicações são o cumprimento do acordo firmado na greve do ano passado - quando foi prometida correção nas distorções do plano de carreiras e de diferenças salariais em relação à outros órgãos - além da retirada do Projeto de Lei Complementar 01/2007, que restringe investimentos públicos nos próximos dez anos.
''Se o projeto for aprovado, não serão abertos concursos nem haverá contratação de funcionários, além dos salários ficarem congelados'', protesta. Outras necessidades, segundo Irene, são o aumento da estrutura, do salário-base e incorporação das gratificações aos vencimentos, que hoje representam 85% da remuneração. A presidente anunciou que haverá uma reunião em Brasília, amanhã, para discutir o impasse.
Paralisados desde o último dia 13, funcionários do Ibama no Paraná realizaram ontem uma assembléia para definir os próximos passos do movimento, além da programação do órgão durante a Semana do Meio Ambiente. A greve nacional é uma resposta à criação da Medida Provisória (MP) 366/07, que dividiu o órgão em dois, criando o Instituto Chico Mendes. Somente as ações de emergência ou determinadas pela Justiça estão sendo realizadas. No escritório do Porto de Paranaguá, que está funcionando em dias alternados, existe a possibilidade de suspensão total das atividades na próxima semana.

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