Incra do Paraná reclama que estrutura é pequena
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sexta-feira, 18 de abril de 1997
Vânia Casado Sucursal de Curitiba 
A superintendente do Incra no Paraná, Maria de Oliveira, concorda que a estrutura nacional do órgão tenha excesso de funcionários, como afirmou o presidente Fernando Henrique Cardoso e que antes de fazer a reforma agrária é preciso fazer a reforma administrativa. Mas segundo ela, a maior parte dos 6.000 funcionários do Incra estão concentrados nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, em detrimento da região Sul e São Paulo.
No Paraná, o Incra conta com 190 funcionários o que é impossível promover a reforma agrária como deve ser feita, afirmou Maria de Oliveira. Segundo ela no mínimo esse número de pessoal deveria ser dobrado. Com a estrutura atual, no máximo dá para executar o processo de aquisição de terras corretamente, que envolve um amplo trabalho de pesquisa de mercado. Mas isso não é tudo, lembrou. É preciso fazer o assentamento, que exige um estudo técnico feito por profissionais e depois acompanhar as famílias de assentados e ainda a manutenção dos assentamentos, que demanda mais trabalho ainda.
Maria de Oliveira, salientou que o Incra-PR está atendendo cerca de seis mil famílias distribuídas em 114 projetos de assentamento mais o atendimento a 25 áreas que serão desapropriadas para assentamentos ainda esse ano. Essas novas áreas vão ampliar o atendimento para 8.000 famílias e ela não sabe como ele será feito, com falta de pessoal. O órgão está sem condições de dar respostas mais rápidas, conforme as necessidades dos sem-terra.
Ela prevê até uma reação negativa do MST no Paraná se o governo não ampliar a estrutura, ampliando o número de servidores para acelerar o trabalho que o Incra precisa desenvolver.
Para a superintendente do Incra, ou o governo promove a descentralização da reforma agrária, atribuindo aos estados e municípios a atribuição de fazer os investimentos como escolas, postos de saúde e estradas ou então, terá de remanejar funcionários para as áreas que exigem mais pessoal.


