Incra decide situação de expulsos
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segunda-feira, 10 de setembro de 2001
Luciano Augusto 
Representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Prefeitura de Arapongas (Norte do Estado) e do Ministério Público, se reunirão hoje para tentar definir a situação das quatro famílias de trabalhadores rurais sem-terra que foram expulsas do assentamento Dorcelina Folador, na última quinta-feira, pelas lideranças locais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Segundo os agricultores, eles teriam sido expulsos por se recusarem a participar de novas invasões de terras. Em abril do ano passado, outras nove famílias já haviam sido expulsas do assentamento pelo mesmo motivo.
A empreendedora social do Incra que vai discutir a questão com as autoridades locais, Júlia Valença, afirmou ontem que ainda não havia nenhuma proposta definitiva. De acordo com ela, o Incra estuda a possibilidade das famílias serem assentadas numa outra área na região de Arapongas.
O superintendente do Incra no Paraná, José Carlos de Araújo Vieira, disse que vai aguardar relatório com o resultado da reunião de hoje para decidir se abre ou não uma sindicância para apurar quem são e penalizar os responsáveis pela expulsão. ''Herdamos um problema difícil mas vamos solucionar, com a colaboração do prefeito José Aparecido Bisca (PFL)'', afirmou.
O diretor do Departamento de Fomento e Abastecimento Rural da Prefeitura de Arapongas, Braz Devair Nonis, garantiu que as famílias estão recebendo alimentação e toda assistência do município. Ele não descartou a possibilidade das famílias voltarem para o assentamento.
A Folha não conseguiu ouvir os líderes do MST.
Ocupação O MST ampliou ontem o número de famílias que ocupam, desde a última sexta-feira, a fazenda Nazaré, em Marabá Paulista, no Pontal do Paranapanema (extremo oeste de São Paulo). Segundo José Rainha Júnior, líder do MST na região, ontem já passavam de 500 as famílias acampadas na fazenda, de 5.200 hectares.


