Incra congela contratos de assistência técnica
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quarta-feira, 17 de maio de 2000
Agência Estado De São Paulo 
O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Orlando Muniz, determinou ontem uma investigação nos contratos que 1.300 técnicos do Projeto Lumiar fizeram para prestar assistência a cooperativas agrícolas. O objetivo é analisar dados sobre o eventual desvio de recursos para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A organização estaria cobrando de 1% a 3% de pedágio dos integrantes do movimento, com a suposta ajuda de técnicos do Lumiar.
Muniz afirmou que nos próximos 30 dias as comissões revisoras das 29 Superintendências do Incra no País vão verificar todos os contratos. Segundo Muniz, todo o corpo técnico ficará sob aviso prévio, até que sejam concluídas as sindicâncias.
O Lumiar é um dos projetos da reforma agrária em que as cooperativas escolhem os técnicos. Posteriormente, elas fecham contratos de prestação de serviço com o governo federal.
Dependendo do resultado da análise, o governo poderá rescindir os contratos dos técnicos. Ontem Muniz descredenciou e desligou do órgão a técnica Cláudia Cisotto, em face da comprovação de desvios de finalidade na condução e execução do Projeto Lumiar, conforme notícias publicadas na imprensa nacional.
A pedido do Incra, a Secretaria Federal de Controle iniciou uma auditoria nas maiores cooperativas agrícolas do País. Entre as primeiras 70 cooperativas que serão investigadas estão a Coagri, de Laranjeiras do Sul (PR), Coocamp,
de Teodoro Sampaio (SP), Coacol, de Sarandi (RS), e Coagrari, de Montes Claros (MG). Algumas dessas cooperativas chegaram a movimentar R$ 15 milhões em um ano. As menores receberam créditos de cerca de R$ 1 milhão.


