Curitiba- O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) adquiriu três áreas no Paraná com capacidade para assentar 150 famílias sem-terra. A compra das fazendas, no valor aproximado de R$ 15 milhões, estava sendo negociada desde 2005 e foi concluída na primeira semana deste ano.
Segundo o superintendente do Incra no Paraná, Celso Lisboa de Lacerda, o Incra está em processo de negociação para compra de cerca de 40 fazendas, a maioria localizada na região Oeste do Estado. ''Nós focamos nossa ação na região sede Cascavel, uma vez que ali há uma área séria de conflitos'', disse, referindo-se à situação de 1,2 mil famílias sem-terra, que vivem no chamado Complexo Cajati. Segundo ele, em 2005 foram assentadas cerca de 6 mil famílias sem-terra no Estado, mas existem ainda mais 7 mil famílias acampadas.
As três áreas adquiridas são a fazenda Pau D'Alho no município de Jundiaí do Sul (64km ao sul de Jacarezinho), com área de 919 hectares; Fazenda São José do Amaporã, localizada no município de Amaporã (43 km a oeste de Paranavaí), com 1,1 mil hectares; e a Fazenda Itambé, também em Jundiaí do Sul, com 388 hectares.
As aquisições fazem parte de processos de compra através do decreto 433/92. Lacerda explica que o Incra tem apostado nessa alternativa para a reforma agrária, em função das dificuldades encontradas na desapropriação de imóveis, uma vez que é pequeno o universo de terras improdutivas no Paraná. Para a área ofertada o governo paga preço de mercado, a terra nua é paga em títulos da dívida agrária, resgatáveis de dois a cinco anos e as benfeitorias são pagas à vista. Os títulos da dívida agrária são corrigidos pela TR e rendem juros de 6% ao ano.(M.G.)

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