Incra anuncia aumento de recursos para o sul do Pará
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quarta-feira, 05 de maio de 1999
Por Carlos Mendes, especial para a AE 
Belém, 06 (AE) - O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária anuncia amanhã (07) um aumento de recursos para o sul do Pará. Nem R$ 350 milhões, como quer o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, nem R$ 69 milhões, como oferece o Incra. A proposta prevê um pequeno aumento de recursos, será anunciada por uma comissão do Incra e discutida em Marabá com líderes de 40 movimentos sociais da região liderados pelo MST e Federação dos Tranalhadores na Agricultura (Fetegri).
A reunião começa às 9h num local neutro, o auditório do Colégio Mendonça Virgolino. As dependências do Incra foram descartadas porque o órgão está cercado há uma semana por cerca de 10 mil trabalhadores de 200 assentamentos e fazendas ocupadas em 18 municípios da região.
A escolha do novo local foi uma das exigências da comissão do Incra, que temia a tomada dos dirigentes como reféns. Agentes da Polícia Federal estarão espalhados pelas dependências da escola para proteger os negociadores. O MST lai levar um grupo de lavradores para acompanhar a reunião em frente ao local.
De acordo com a assessoria do Ministério de Política Fundiária, a comissão do Incra que vai debater a pauta com as entidades e rediscutir a programação orçamentária na região é a mesma que está em Marabá. A única novidade será a antecipação da discussão, marcada para o período entre 9 e 14.
Além da ouvidora-adjunta do Incra, Maria Oliveira, fazem parte do grupo os técnicos Raimundo Maués e Marcelo Prudente, a diretora de Assentamento, Cleyr Pedrosa, e os agrônomos Arão Faleck, Maria Francisca e Ailton Silveira Machado.
MST - O coordenador do MST no sul do Pará, Eurival Martins, disse esperar que o Incra faça uma "proposta decente" de investimento na reforma agrária para a região. "Se não podem dar R$ 350 milhões, tudo bem. Mas se vierem oferecer R$ 70 milhões, um milhão a mais que o previsto, não sei como os trabalhadores irão reagir".


