Técnicos da Área de Mediação de Conflitos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), acusaram ontem as lideranças do MST do Pontal do Paranapanema (SP) de terem feito acordos com os proprietários das terras invadidas no último final de semana. ‘‘Por que é que os donos das fazendas ocupadas não se manifestaram até o momento?’’, questionou Gilmar Vianna, do Incra. Em Sandovalina, o coordenador nacional do MST, Gilmar Mauro, negou que tenha feito acordo com fazendeiros do Pontal para invadir as propriedades. Mauro não mostrou preocupação com as declarações do ministro de Política Fundiária, Raul Jungmann, de que não pretende voltar a negociar com o MST do Pontal. ‘‘As conversas com ele não estavam adiantando nada mesmo’’, disse.
O ministro Jungmann, anunciou ontem, em São Paulo, que não negociará as fazendas invadidas pelo MST no Pontal para efeito de incorporação no programa de reforma agrária. Jungmann esteve ontem em São Paulo para anunciar a liberação de recursos para assentamentos no Estado. Segundo o ministro, deverão ser liberados hoje, entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões para a indenização de benfeitorias. Outros R$ 25 milhões serão liberados na próxima semana para a regularização de assentamentos.Marcelo Hide/AEPressãoSem-terra ergue o braço após colocar bandeira do MST em uma antena, no canteiro de obras da Cesp, em Sandovalina, no interior de SPAgência Estado

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