O Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) vai testar a potência de um novo soro que anula os efeitos da picada da aranha marrom. O soro foi desenvolvido pelo Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI) da Secretaria da Saúde do Paraná.
Segundo a diretora do CPPI, Sandra Sella, a análise deste primeiro lote do material significa mais segurança para o usuário com relação à qualidade do soro - produzido pela unidade há três anos - já que o material passará por um rigoroso teste adicional. Até então o INCQS, que funciona no Rio de Janeiro, só analisava a técnica empregada na produção do soro e os resultados obtidos. As demais avaliações eram feitas no próprio Estado.
Para produzir 100 miligramas do soro de referência, o CPPI usou mais de 3 mil aranhas, o que representa mais de 25% do total de aranhas coletadas durante um ano inteiro de trabalho. Três funcionários visitaram residências diariamente e coletaram 11,5 mil aranhas marrons. As 570 miligramas de veneno produzidos pelas aranhas coletadas foram transformadas em 690 frascos de soro contra a picada da Loxosceles intermedia - um dos três tipos de aranha marrom mais comuns - e 640 frascos do soro poliespecífico, que ainda está em testes.
Em casos graves uma pessoa pode usar até dez frascos no tratamento da picada. Em 98 foram registrados 1.587 casos de acidentes com a aranha marrom, sendo 1.157 em Curitiba.
O CPPI é o único laboratório do Brasil a produzir o soro antiloxoscélico da aranha intermedia, a mais característica no Paraná. O soro poliespecífico é eficiente também contra o veneno das espécies laeta e gaucha, comuns em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.Arquivo FolhaEm 1998, foram registrados 1.587 casos com a aranha marrom no PRDa Redação

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