Incor cria coração artificial portátil
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 14 de setembro de 2000
Agência Estado De São Paulo, 
O Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo (Incor) está desenvolvendo um coração artificial portátil muito mais barato que o similar americano e que dentro de um ano já poderá ser utilizado pelos pacientes do hospital. Segundo Adolfo Leirner, diretor da Divisão de Bioengenharia do Incor, o equipamento brasileiro tem eficiência semelhante ao fabricado nos EUA. Os nossos aparelhos são mais simples e muito mais em conta. Um equipamento norte-americano custa no mínimo US$ 300 mil para o hospital. O nosso, com menos de US$ 30 mil, já está funcionando, ressaltou o médico.
O coração artificial é formado por uma bomba que pode ser colocada no ventrículo esquerdo, direito ou em ambos os ventrículos do coração, dependendo do quadro do paciente. Essa bomba é uma espécie de ventrículo artificial, chamado de dispositivo de assistência ventricular pulsátil a ar comprimido. Ele já é produzido pelo Incor, existindo similares norte-americanos e alemães. Esse ventrículo artificial é acionado por um sistema que pode ser um computador adaptado a um console, ou uma maleta portátil, que pode ser carregada pelo paciente. O primeiro tipo de ligação, no console, exige a internação do paciente e ele já é feito e utilizado pelo Incor.
Já no sistema portátil, onde o acionador é levado dentro de uma maleta e é abastecido por uma bateria, permite que o paciente possa sair do hospital e ter uma rotina relativamente normal.


