Inclusão dos portadores ainda enfrenta barreiras
As entidades filantrópicas que trabalham com Síndrome de Down comemoram que o processo de inclusão dos portadores ganhou uma injeção de ânimo depois que a legislação passou a obrigar grandes empresas a contratar um percentual de pessoas com deficiência e também após as medidas adotadas pelas Secretarias estadual e municipal de Educação para atender essa parcela da população.
Por outro lado, as mesmas fontes lamentam que mais portadores poderiam já estar freqüentando salas de aula convencionais ou exercendo alguma atividade profissional não fossem situações como, por exemplo, barreiras físicas e curriculares existentes nas escolas. E citam ainda a precaução exagerada de alguns pais que ainda resistem em autorizar que seus filhos sejam integrados ao mercado de
trabalho.
Temos que respeitar essa proteção das famílias, porque só querem o melhor para seus filhos. Não só por serem especiais, mas nós pais normalmente temos essa preocupação, avalia a coordenadora de educação profissionalizante da Apae-Londrina, Solange Tomaz. Mesmo assim, ela observa que essa barreira diminuiu depois que as empresas acima de 70 funcionários passaram a ser obrigadas por lei a manterem um percentual de 5% de trabalhadores com alguma deficiência em seus quadros.
E essa tendência deve se ampliar, segundo Solange, porque o desempenho normalmente supera as expectativas de quem contrata. Em sala de aula, a situação não é diferente. A coordenadora de educação escolar da Apae-Londrina, Irene Frutuoso, garante que o desempenho do portador de Down em salas comuns é ótimo, tanto que a grande maioria não volta para a entidade. Nas duas situações, os alunos colocados na educação convencional ou no mercado de trabalho, continuam sendo acompanhados pela entidade. (L.A.)





