Inclusão digital chega a hospital de Curitiba
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terça-feira, 27 de novembro de 2007
Maigue Gueths<BR>Equipe da Folha 
Curitiba- Patrick Martins de Oliveira, 11 anos, batia papo, ontem de manhã, em um site de relacionamentos. O garoto não é apenas mais um entre milhares de crianças que adoram ficar horas em frente ao computador. As atividades da internet, para ele, representam um jeito divertido de passar o tempo enquanto permanece internado no hospital, onde desde fevereiro faz tratamento para leucemia.
O Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, é o primeiro no Brasil a participar do Programa de Inclusão Digital (PID) do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). O órgão doou 12 computadores ao hospital, que instalou os aparelhos em vários locais de fácil acesso para pacientes e seus acompanhantes: creche, biblioteca, setor de pediatria e refeitório, entre outros.
''Muitas vezes nossa população de pacientes e acompanhantes precisa desse acesso'', diz Flávio Tomasich, superintendente do hospital. Ele explica que o objetivo é que os computadores sirvam para lazer e também para a prestação de serviços, permitindo, por exemplo, que as pessoas possam se comunicar com suas cidades sem nenhum custo ou acesso a serviços bancários.
Imerina Castorino, 28 anos, que a cada 21 dias vai ao hospital para fazer quimioterapia, confessa: ''É a primeira vez que mexo no computador, nem sei o que fazer.''
Patrick, por sua vez, não tem o equipamento em casa, mas já aprendeu a lidar com computador na escola. ''Sei mexer mais ou menos. Gosto de tudo, joguinhos, bate-papo'', diz. Para a mãe dele, Marli Martins, a internet será importante para entreter o menino que, desde que começou o tratamento, em fevereiro, não conseguiu passar mais do que cinco dias seguidos em sua casa, na cidade de Clevelândia (43 km a leste de Pato Branco)
De acordo com o gerente de Tecnologia da Informação do Serpro, Paulo Maculan, a empresa instalou 14 telecentros no Paraná e Santa Catarina, através do Programa de Inclusão. Os telecentros, viabilizados através de entidades, são equipados com 12 computadores, doados pelo Serpro, para uso da comunidade. Cabe à entidade fornecer o provedor de internet.


