Incidência dobra nos últimos anos
A Associação Brasileira de Linforma e Leucemia (Abrale) organizou ontem eventos em várias cidades, incluindo Curitiba, para divulgar esse tipo de câncer. No Brasil, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Incor), em 2002, mais de 3,2 mil pessoas morreram devido aos linfomas, sendo 180 no Paraná. A incidência anual, segundo estatísticas mundiais, praticamente dobrou nos últimos 35 anos.
O hematologista chama atenção para a necessidade de se diagnosticar a doença o mais precoce possível. Quando diagnosticado na fase inicial, com tratamento quimioterápico o paciente tem entre 40% a 90% de chances de cura, dependendo do tipo do linfoma, o tamanho, quantidade de locais atingidos e idade do paciente.
Existem dois tipos de linfoma: o de Hodgkin pode ser curado com a quimioterapia. A chance de cura, de 80% a 90%, se detectado na fase inicial, cai para 40 a 60% na fase avançada. O mais comum, o linfoma não-Hodgkin, é dividido em dois tipos: agressivo e indolente. Em todos os casos, o tratamento é feito com quimioterapia e radioterapia e, quando necessário, com o transplante de medula óssea.(M.G.)





