Incidência de esclerose aumenta em grandes cidades
PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de julho de 2005
Da Redação 
A incidência da esclerose múltipla tem registrado aumento nas grandes cidades do mundo. A informação é do neurologista e professor da Universidade Federal do Paraná, Walter Arruda, que ministra a terceira aula do curso online Educação Científica Continuada em Esclerose Múltipla que a Academia Brasileira de Neurologia e o Laboratório Serono oferecem gratuitamente aos neurologistas.
''Na medida em que melhoram as condições de higiene e diminuem os casos de doenças infecciosas e parasitárias, aumenta a incidência de doenças auto-imunes como a esclerose múltipla'', explica o médico. ''Existem estudos que investigam se fatores ambientais como a poluição dos grandes centros urbanos ou produtos químicos - como corantes e conservantes - podem contribuir para desencadear os sintomas em pessoas que tenham predisposição genética para a doença'', acrescenta o professor da UFPR.
Estudos recentes mostram que em alguns países, principalmente do hemisfério norte, o número de novos casos da patologia por ano aumentou 300% desde a década de 60 até os dias atuais. No Brasil não há dados precisos sobre a incidência (novos casos por ano) da esclerose múltipla, mas estima-se que existam entre 25 mil a 50 mil pessoas com a doença no país. Até o momento a causa da Esclerose Múltipla é desconhecida. Acredita-se que seja determinada por fatores genéticos (na verdade, vários genes) que levam à uma predisposição variável e individual de pessoa para pessoa a desenvolver a doença.
Estudos sugerem também que os mecanismos de defesa do organismo (sistema imunológico) estejam envolvidos no desencadeamento da patologia. Em pessoas predispostas à esclerose múltipla, o sistema imunológico promoveria lesões principalmente na mielina (substância que envolve as fibras nervosas à semelhança do encapamento de um fio elétrico) ao defender o organismo contra agentes externos ambientais como vírus ou bactérias.


