Nova York, 25 (AE-DOW JONES) - A incerteza quanto ao rumo das taxas de juros dos Estados Unidos derrubou Wall Street pelo quarto dia consecutivo, estremeceu as bolsas européias nesta terça-feira (25) e tem sido um fator decisivo para o tombo das ações e dos títulos latino-americanos.
Se os juros subirem nos Estados Unidos, tanto empresas quanto investidores norte-americanos terão um custo maior para captar dinheiro. O gasto maior reduz a margem de lucro das empresas e, simultaneamente, a expectativa do mercado acionário, que regula os preços das ações.
Da mesma forma, investidores que aplicam em mercados emergentes têm de rever seus cálculos, para avaliar o quanto compensa manter esses ativos em relação ao retorno que oferecem.
A queda do mercado acionário americano foi liderada pelas ações da Intel - o maior fabricante mundial de chips para computador - e outras empresas de tecnologia. O Índice Nasdaq, que concentra ações tecnológicas, caiu 2,97%. A Bolsa de Nova York fechou em queda de 1,16%, a 10.531 pontos.
As bolsas européias começaram a refletir o impacto das quedas em Wall Street. A Bolsa de Londres fechou em queda de 1,15%.
Em Frankfurt, a queda, de 2,31%, ainda foi impulsionada pelas ações do setor de telecomunicações e bancário. Nas Bolsas de Frankfurt e de Paris, as ações do setor bancário lideravam as perdas, por causa do rebaixamento das projeções para o setor pelo CS First Boston hoje.
Os papéis do setor de telecomunicações também estavam no centro das atenções nos mercados europeus, refletindo a aquisição hostil da Telecom Itália pela Deustsche Telekom.
A Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 1,07%, com o Índice Nikkei em 16.214,23 pontos. Foi a primeira baixa em quatro pregões. Os investidores realizaram lucros, após as baixas de ontem em Wall Street e o recuo do dólar frente ao iene. O iene mais fraco torna as ações japonesas menos atraentes para os investidores estrangeiros, além de pressionar as ações de empresas voltadas à exportação.

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