Incentivar parcerias em Furnas não é prioridade, diz Tourinho
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segunda-feira, 06 de dezembro de 1999
Por Irany Tereza e Monica Ciarelli 
Rio, 06 (AE) - A declaração do presidente de Furnas, Luiz Carlos Santos, de que dará à empresa a mesma projeção internacional da Petrobras, ao adotar o programa de parcerias, criou polêmica no governo. Hoje, o ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, disse que não é prioridade incentivar parcerias em Furnas, que tem privatização prevista para o primeiro semestre do ano que vem.
"Pode até ser que Furnas venha a ser uma nova Petrobrás
mas nas mãos da iniciativa privada", disse o ministro depois de solenidade na Eletrobrás, durante a qual a primeira dama pediu apoio da estatal ao projeto de capacitação de jovens.
Na última quinta-feira, foi assinado um convênio que reuniu Furnas, a americana Cobee Energy Development, a japonesa Nissho Iwai Corp., a argentina Pan American Energy e a boliviana ICE Ingenieros. Na ocasião, Santos, divulgou que iria transformar a estatal na "Petrobras do setor de energia elétrica". Segundo ele, a intenção era a de aumentar o número de parceiras com empresas privadas, o que considerou compatível com o processo de privatização da empresa. "Não vamos ficar parados enquanto se estuda o modelo de venda da estatal", afirmara Santos.
Hoje, o ministro Tourinho praticamente o desautorizou a falar sobre os planos de governo, ao dizer que não considera os projetos de parceria prioritários para normalizar o mercado. "Não dará tempo para ela (Furnas) crescer tanto porque vai ser privatizada no ano que vem", resumiu Tourinho. O presidente de Furnas está viajando e não foi encontrado para falar sobre as declarações do ministro.


