Incêndios ameaçam Sydney e Canberra
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2001
France Presse 
Sydney - As autoridades australianas empregavam mais de 5 mil bombeiros e voluntários ontem na tentativa de controlar os incêndios florestais em torno das cidades de Sydney e Canberra, capital australiana, ambas no sudeste do país. A fumaça podia ser vista do centro de Sydney, enquanto o fogo ameaçava os subúrbios do Sul e do Leste, desvastando florestas no perímetro da cidade. Nas últimas horas do dia, o fogo, alimentado pelos fortes ventos, continuou ganhando terreno.
O fogo já destruiu cerca de 140 propriedades e milhares de pessoas tiveram que abandonar suas casas. Os bairros periféricos do sul e oeste de Sydney foram completamente evacuados. Parte dos incêndios que cercam a cidade foi provocada, revelou à rádio pública australiana (ABC) o comissário Phil Koperberg, chefe do corpo de bombeiros. Segundo Koperberg, o vento que sopra a 100 quilômetros horários cria ''terríveis paredes de fogo com labaredas de até 60 metros''.
Segundo os serviços de socorro, os incêndios já cortaram várias estradas importantes e ferrovias, além de interromper o fornecimento de energia elétrica para mais de 50 mil famílias no estado de Nova Gales do Sul onde estão localizadas Sydney e Canberra.
Quinze áreas do estado foram declaradas zonas de risco de desastre natural. De acordo com levantamento feito pelos bombeiros, com a ajuda de um helicóptero de inspeção, o fogo tinha ontem uma extensão de 25 quilômetros e avançava rapidamente.
Nova Gales do Sul é o mais importante estado australiano e possui uma das maiores reservas florestais do chamado quinto continente. O estado amanheceu ontem coberto por uma espessa camada de fumaça.
Em 1994, outro grande incêndio matou cinco pessoas e destruiu 185 casas na região de Sydney.


