Agência Estado
De Cuiabá
Novos focos de incêndio registrados em Mato Grosso estão destruindo os parques nacionais da Chapada dos Guimarães, Xingu, estações ecológicas da Serra das Araras, Roncador e boa parte do Pantanal mato-grossense. Várias frentes de trabalho, formadas por voluntários, tentam controlar as chamas. Os animais têm se refugiado nas margens do rio Cuiabá.
A fumaça que encobre Mato Grosso atrasou em mais de trinta horas o início do trabalho de combate ao fogo pela força-tarefa, formada por homens do Corpo de Bombeiros de Brasília. As equipes deveriam ter pousado em Sinop, norte do Estado, ontem de manhã, mas as condições do tempo não permitiram. ‘‘Só vimos fumaça e mais fumaça’’, contou o comandante do 1º Grupamento de Combate a Incêndios Florestais da força-tarefa de Brasília, major Rogério Ribeiro Alvarenga.
O grupo havia saído de Brasília na manhã do domingo, em direção ao município, que concentra 80% dos focos de incêndio de Mato Grosso, Sinop, onde deveria pousar com um avião da Força Aérea Brasileira. Eles sobrevoaram o município, não conseguiram pousar e seguiram para a Serra do Cachimbo (PA), onde reabasteceram. ‘‘Nós não conseguimos enxergar a cidade’’, contou Alvarenga.
As vendas de umidificadores e purificadores de ar dispararam nos últimos dias em Mato Grosso por causa da poluição do ar provocada pelas queimadas. De acordo com a Associação Comercial de Cuiabá, os produtos não passam mais que um dia nas prateleiras do comércio.

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