Incêndio no Metrô mata mulher e intoxica 26 pessoas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de agosto de 2001
Agência Folha<BR>e São Paulo 
Uma mulher morreu e pelo menos 26 pessoas foram atendidas ontem em hospitais, supostamente por intoxicação, na linha mais movimentada do Metrô de São Paulo, depois que um cabo que leva energia aos trilhos se rompeu, resultando em um princípio de incêndio no período da manhã.
Os problemas na linha 3-vermelha, que liga as estações Corinthians-Itaquera e Barra Funda, começaram a ser detectados às 4h45, cinco minutos depois do início de circulação dos trens. No momento, dois funcionários viram focos de fogo perto das estações Itaquera e Santa Cecília.
O serviço foi suspenso até as 5h05, sendo retomado após a realização de vistorias, já que não foram detectadas anormalidades. Às 5h17, a composição 303, onde estavam todas as vítimas, parou entre as estações Marechal Deodoro e Barra Funda, depois de seu condutor passar uma informação ao CCO (Centro de Controle Operacional) de que havia muita fumaça e que não era possível prosseguir a viagem.
Os passageiros ficaram cerca de três minutos dentro dos vagões, segundo a empresa. Em seguida, acionaram os botões de emergência para abrir as portas. Houve tumulto e correria. Dois seguranças do Metrô se dirigiram ao local para ajudar no resgate. Todos voltaram à plataforma da estação Marechal Deodoro andando por um corredor lateral de emergência, em meio à fumaça.
Depois, foram levados a hospitais em veículos do próprio Metrô. Maria Eroina da Silva, 56, chefe de limpeza da indústria de componentes eletrônicos CCE, saiu com vida da estação do Metrô mas morreu após dar entrada na Santa Casa de Misericórdia. Maria chegou no pronto-socorro com parada cardiorrespiratória.


