São Paulo- Pelo menos 236 pessoas morreram num incêndio que atingiu um centro comercial da capital do Peru, Lima. O fogo teria se originado em uma loja de fogos de artifício e rapidamente se espalhou pelo local, lotado de pessoas que faziam compras para as celebrações do ano-novo. Pelo menos dois prédios vizinhos e dez carros foram atingidos pelas chamas.
Testemunhas disseram que o incêndio se iniciou anteontem à noite, quando um comerciante acendeu um fogo de artifício para mostrá-lo a um cliente. Bombeiros disseram que a demonstração ocorreu dentro de uma loja de fogos de artifício no centro comercial. Já segundo outra versão, isso aconteceu numa rua estreita diante do centro comercial. As faíscas lançadas pelo produto teriam alcançado outros objetos explosivos.
Tulio Nicolini, chefe dos bombeiros, descreveu o incêndio como o pior que ele havia visto em toda sua carreira, nos últimos 40 anos, e disse que o número de vítimas deve aumentar quando os bombeiros entrarem em áreas que desmoronaram. As equipes de resgate, com cães e máquinas especiais para localizar os corpos, não haviam entrado em todos os locais atingidos pelo fogo ontem à noite.
Autoridades disseram que havia poucas esperanças de encontrar mais sobreviventes nos edifícios danificados, onde, segundo bombeiros, a temperatura pode ter se elevado até 600ºC.
Os bombeiros informaram que ao menos 40 pessoas foram retiradas com vidas dos prédios atingidos pelas chamas. Cerca de 30 pessoas que ficaram presas no segundo andar de um prédio gritavam desesperadamente por ajuda, enquanto o fogo consumia o primeiro andar. Os bombeiros puderam resgatá-las a tempo, antes que o local fosse atingido pelo fogo.
De acordo com Nicolini, comerciantes locais agravaram o problema ao trancar suas lojas para evitar saques. Alguns donos de lojas morreram em seu interior depois de trancá-las, informou o ministro do Interior do Peru, Fernando Rospigliosi.
Muitas pessoas morreram asfixiadas nos andares superiores dos prédios. Outras se arremessaram do telhado para tentar escapar das chamas. Nas ruas, viam-se corpos carbonizados e carros queimados com vítimas em seu interior. Moradores e comerciantes culparam a quantidade excessiva de ambulantes nas ruas, incluindo os que vendem fogos de artifício ilegalmente nas ruas.

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