Cuiabá, 06 (AE) - As equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Exército e Corpo de Bombeiros não estão conseguindo controlar os focos incêndios que estão consumindo grande parte de Mato Grosso. Entre ontem e hoje foram registrados 500 novos focos de incêndio no Estado. Trinta e quatro municípios estão em alerta amarelo, ou seja, estão a 48 horas com fogo constante nas florestas com chamas que atingem aproximadamente 20 metros de altura.
Cerca de 800 homens da força-tarefa enviados pelo governo federal se deslocaram de ônibus hoje à tarde para a região norte do Estado onde a situação é mais crítica. O fogo começou a chegar no Parque Nacional do Xingu, onde vivem 3,6 mil índios numa área de 27 mil quilômetros quadrados. Desde sexta-feira à noite o fogo está destruindo a Estação Ecológica da Serra das Araras, oeste do Estado, uma das principais áreas de preservação do Mato Grosso. Segundo o comandante da operação da força-tarefa, major do Corpo de Bombeiros Rogério Ribeiro Alvarenga, caso haja necessidade será solicitado mais reforço. "É impossível fazer uma avaliação geral da área já atingida, mas a proporção é grande", disse.
A principal causa dos incêndios constantes em Mato Grosso é a falta de chuvas (84 dias sem precipitação), altas temperaturas (em torno de 40º) e ventos. Porém, a maioria dos incêndios - 60% - começaram nas margens das estradas estaduais e federais. O restante se dá em pequenas propriedades e assentamentos rurais (existem cerca de 235 assentamentos rurais em Mato Grosso). No mês de agosto, o Estado registrou 15,8 mil focos de incêndio sendo que o município de Tapurah, norte do Estado, foi o que mais queimou, com 1.128 focos.

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