Itapetininga, SP, 03 (AE) - O incêndio que desde quarta-feira atinge a reserva de pinus da Estação Experimental do Instituto Florestal, órgão da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, em Itapetininga, a 165 quilômetros de São Paulo, escapou do cerco dos bombeiros e espalhou-se para uma nova área hoje. As chamas alcançaram uma propriedade vizinha, plantada com eucaliptos. Até o fim da tarde, tinham sido queimados cerca de 600 hectares, entre as áreas de pinus, eucaliptos e vegetação nativa.
Segundo o engenheiro florestal do instituto, Orlando Freire, o incêndio na floresta de pinus estava sob controle, depois da destruição de pelo menos 200 hectares. A floresta tem um total de três mil hectares e destina-se a pesquisas científicas. Na maioria dos talhões era feita a coleta de resina
material de fácil combustão. O fogo consumiu outros 300 hectares de vegetação nativa e matas ciliares. Na área vizinha, plantada com eucaliptos, as chamas espalhavam-se por outros cem hectares aproximadamente. O incêndio é o pior de que se tem notícia em áreas florestais da região.
"O prejuízo ambiental e científico está sendo muito grande", disse Freire. Cerca de 180 bombeiros continuavam combatendo as chamas. Eles estavam empregando tratores de lâminas e motoniveladoras para abrir aceiros na tentativa de conter o avanço das chamas. Um helicóptero da Polícia Militar sobrevoou a área, mas não pôde se aproximar dos focos por causa da fumaça. O combate estava se intensificando no terreno vizinho
onde a vegetação muito seca favorecia a propagação do incêndio.

mockup