Incêndio em reserva é controlado
Incêndio em reserva é controlado
Edson MazzettoTriste imagemNo assentamento Marcos Freire, no município de Rio Bonito do Iguaçu, a paisagem é desoladora
Maria Tereza Boccardi
De Foz do Iguaçu - Especial para a Folha
e Paulo Pegoraro - De Cascavel
Os bombeiros conseguiram controlar ontem o incêndio que já durava seis dias na reserva indígena avá-guarani, em Diamante do Oeste (80 quilômetros a oeste de Cascavel). O fogo que teve início na última quarta-feira queimou cerca de 400 hectares da reserva de 1.774 hectares. Na área vivem 159 índios.
Segundo o Corpo de Bombeiros, não houve prejuízo ecológico porque a região atingida era formada basicamente por áreas de pastagem das antigas fazendas que funcionaram no local. A reserva foi criada há dois anos.
Os índios disseram aos bombeiros que o incêndio teria começado pela ação de caçadores. A operação de combate ao fogo mobilizou cerca de 100 homens do Corpo de Bombeiros e Polícia Florestal de Foz do Iguaçu, Medianeira, Toledo e Cascavel, além de voluntários.
A cerca de 35 quilômetros de distância da reserva, já no município de Ramilândia, há outros focos de incêndio que ainda estavam fora de controle ontem. O fogo teve início na última sexta-feira.
Conforme os bombeiros, aproximadamente 500 hectares já foram queimados. Eles acreditam que o incêndio na região pode ter começado por fagulhas da reserva levadas pelo vento ou por queimadas feitas em lavouras.
Rio Bonito A garoa registrada na madrugada de ontem, na região de Rio Bonito do Iguaçu (180 quilômetros ao sul de Cascavel), teve pouco efeito sobre focos de incêndio ainda existentes em uma grande reserva florestal e em dois assentamentos de sem-terra. Os focos só foram contidos, no final da semana, porque inúmeros aceiros (faixas sem vegetação) foram abertos pelo Corpo de Bombeiros.
A estimativa da prefeitura é de que tenham sido queimados 3,5 mil hectares de matas, entre a reserva e os assentamentos Marcos Freire e Ireno Alves dos Santos. Nos locais, com área de 16,9 mil hectares, estão 1,5 mil famílias.
O secretário de Trabalho e Desenvolvimento de Rio Bonito, Luiz Aquiles, relata que 40 barracos de lona preta foram queimados, além de cinco pequenas casas de madeira. A prefeitura trata agora de atender os lavradores, em necessidades básicas. O cenário nos assentamentos é tétrico, com a maioria dos lotes com vegetação inteira ou parcialmente queimada. Luiz Aquiles disse que a metade dos 3,2 mil hectares da reserva teriam sido atingidos.





