France PresseIBombeiros argentinos têm cobertura da imprensa de seu paísDesde a morte do sindicalista Chico Mendes, há 10 anos, e a morte de 12 índios ianomamis, há seis anos, nenhum outro fato desta natureza despertou tanta atenção da imprensa internacional quanto o incêndio da floresta e savanas de Roraima. Pelo menos 15 órgãos de comunicação de vários países estão em Boa Vista. Pelo menos mais um terço disso deve chegar nesta semana ao Estado. O maior interesse é com a chegada do fogo na reserva dos ianomamis e a participação de bombeiros de outros países nas operações de combate ao fogo.
Na última semana, o Brasil teve destaque em pelo menos dois documentários produzidos em Roraima, pelas redes BBC e Associated Press Television, que estão realizando outras reportagens sobre o assunto. Além disso, outros meios de comunicação, como as agências Reuters, Associated Press e France Presse, produzem boletins diários para várias partes do mundo. Estas mesmas agências, e outras de várias partes do planeta transmitem centenas de fotos sobre a situação em Roraima, para centenas de jornais e revistas. Os jornais argentinos ‘‘La Nacion’’ e ‘‘Clarin’’ enviaram representantes para acompanhar os 100 bombeiros voluntários que estão atuando em duas frentes de incêndio. O mesmo fazem equipes de televisão da Venezuela.
Os únicos dois casos que despertaram interesse semelhante na imprensa internacional foram o massacre de 12 índios ianomamis, em agosto de 1992, na aldeia de Homoxi, em Roraima, e o assassinato do líder seringueiro Chico Mendes, em dezembro de 1988, em Xapuri, no Acre. Hoje o interesse maior dos jornalistas estrangeiros é a floresta que está queimando e a possibilidade de o fogo atingir alguma aldeia indígena. Esta possibilidade é descartada pela Fundação Nacional do Índio (Funai), mas não pelas entidades não-governamentais que atuam na área ianomami.

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