A falta de equipamentos atrasou o combate aos focos de incêndio que estão destruindo o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães e a reserva indígena Tadarimana, ambos em Mato Grosso. Na Chapada dos Guimarães, onde os primeiros focos foram registrados na última sexta, foram queimados até ontem cerca de 11 mil dos 33 mil hectares do parque (33% do total) e 10 mil dos 250 mil hectares da Área de Proteção Ambiental (APA). As informações são do Corpo de Bombeiros.
No final da tarde de anteontem, o fogo já teria sido controlado dentro do parque. Na APA, o incêndio deve terminar apenas amanhã.
Há duas hipóteses para o surgimento dos focos de fogo, que apareceram em dois lugares diferentes, no centro do parque e a oeste. O incêndio que atingiu o centro teria sido provocado por uma queimada na beira da estrada que liga o parque a Cuiabá.
Na fronteira oeste, o fogo teria começado a partir de queimada realizada por fazendeiros que fazem divisa com a área. Esse é considerado o segundo pior incêndio da história do parque. O mais grave aconteceu em 96, quando foram destruídos 80% da área.
Apenas ontem, três dias depois do início do incêndio, começou o combate aéreo no parque, conhecido pela geografia acidentada.
Na reserva Tadarimana, localizada em Rondonópolis (210 km ao sul de Cuiabá) onde vivem cerca de 200 bororos, o fogo começou na quarta-feira da semana passada, sem previsão de término. O incêndio está sendo combatido por 30 bombeiros, dos quais 20 vieram de Cuiabá, auxiliados por 20 índios da própria reserva. Os bombeiros usam abafadores; os índios, folhas de babaçu, uma espécie de palmeira comum na região.
Agosto é considerado o início do período crítico de focos de fogo devido ao clima seco e quente.

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