Salvador

Arquivo FolhaCentro Histórico
está ameaçado pela
precariedade do
sistema elétricoO fogo destruiu mais um casarão do centro histórico de Salvador, na manhã de ontem. Não houve vítimas. Este foi o terceiro incêndio ocorrido esta semana em imóveis antigos situados no centro da cidade. No mais grave, ocorrido terça-feira, na Rua da Gameleira, um garoto de três anos e uma mulher grávida morreram quando um sobrado de três andares foi consumido pelo fogo.
O incêndio de hoje atingiu um imóvel de dois andares situado no número 406 da Rua Carlos Gomes - não tombado pelo Patrimônio Histórico. No local funcionava uma escola de informática. O fogo teria começado por volta das 6 horas no primeiro andar do casarão e se alastrado rapidamente para o segundo andar do prédio onde havia grande quantidade de papel e material de fácil combustão. Foram os primeiros alunos a chegar na escola que perceberam o incêndio e chamaram o Corpo de Bombeiros. Os estudantes ainda ajudaram na retirada dos computadores do prédio, o que diminuiu o prejuízo. Às 8h15 o incêndio já havia sido controlado. Três equipes do Corpo de Bombeiros, com cerca de 25 homens cada, estiveram no local.
De acordo com o proprietário da escola de computação, Alex Canguçu, a maior parte dos equipamentos foi salva. As perdas, disse, foram mínimas. Segundo ele, a escola estava no seguro. Embora a perícia ainda não tenha determinado as causas do incêndio, há a suspeita que o fogo tenha começado em consequência de um curto-circuito, porque alguém teria esquecido um dos computadores ligados na noite de ontem.
Precariedade A precariedade do sistema elétrico dos antigos casarões é a principal causa dos incêndios na região do centro de Salvador. O imóvel da Gameleira pode ter sido destruído pelo mesmo motivo, apesar de haver a suspeita de que um vazamento de gás de cozinha possa ter iniciado o fogo. Além dos incêndios das ruas Carlos Gomes e Gameleira, o fogo consumiu ontem o sobrado de número 92 da Rua Barão de Cotegipe, na Calçada. O prédio, de dois andares, foi construído em 1899 e tinha as paredes revestidas com óleo de baleia. Em menos de uma hora o fogo destruiu o prédio que havia sido a casa de um conhecido educador baiano, Evilásio de Abreu Faria.

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