Incêndio destrói loja de presentes
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quarta-feira, 15 de novembro de 2006
Luciano Augustoe Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
A loja de presentes Tok Final, localizada na Avenida Higienópolis, 1537 (Centro de Londrina), foi completamente destruída por um incêndio ocorrido na tarde de ontem. Apenas os enfeites de Natal - renas e Papai Noel gigantes - que estavam no lado de fora da loja não foram atingidos pelo fogo. O estabelecimento, um dos maiores pontos especializados em presentes natalinos na região, havia sido aberto ao público na semana passada. Não houve registro de vítimas. A proprietária, Tânia Galvão, passou mal e precisou ser hospitalizada.
O oficial de justiça José Abrão era um dos clientes que estavam na loja e assistiu ao início do incêndio, por volta das 16h30. Ele comentou que percebeu fogo em um dos móveis e, rapidamente, as chamas se espalharam para o restante do estabelecimento. ''Por sorte, todo mundo conseguiu correr e não houve feridos'', observou. Abrão calculou que pelo menos 30 pessoas estavam dentro da loja quando tudo aconteceu.
Ainda de acordo com o oficial de justiça, as primeiras viaturas do Corpo de Bombeiros teriam demorado cerca de meia hora para chegar ao local. Quando chegaram, continuou, não teriam conseguido controlar o fogo imediatamente porque o equipamento não funcionou. Outra reclamação das pessoas que se aglomeraram em frente ao prédio para acompanhar o trabalho de combate ao incêndio foi a falta de água em um dos hidrantes usados pelos bombeiros.
De acordo com a auxiliar de escritório Aline Dagmar de Souza, que é funcionária da Tok Final, todos os itens da loja foram queimados. ''Perdeu-se tudo'', lamentou. Ela estava no escritório e foi a última pessoa a sair do estabelecimento. ''Não sei dizer como começou o fogo, quando vi, já estava explodindo tudo''.
Decoradores que contribuíram para ambientar a loja cedendo objetos estiveram no local para registrar as perdas e cobrar das seguradoras. Uma profissional comentou que apenas um dos diversos lustres de cristal em exposição custaria cerca de R$ 5 mil.
O capitão do Corpo de Bombeiros, Ezequias de Paula Natal, confirmou que um dos hidrantes do sistema público não funcionou adequadamente e que teria havido também um problema na bomba responsável por fazer a água chegar até a ponta da mangueira. Por outro lado, ele negou que as primeiras viaturas teriam demorado para atender a ocorrência. Segundo o capitão, todo o aparato foi deslocado para o local tão logo a ajuda foi requisitada. ''Demora não houve. Quando chegamos, já estava tudo tomado pelo fogo'', completou.
Natal não soube precisar se o estabelecimento tinha licença dos bombeiros para funcionar. Informações preliminares davam conta de que o prédio não estava protegido com seguro. Uma perícia técnica irá investigar qual teria sido a origem do incêndio. Toda a fachada foi interditada pelo Corpo de Bombeiros.


