Incêndio destrói loja de móveis
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domingo, 01 de abril de 2012
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Londrina - Um incêndio em uma loja de móveis planejados, localizada na Avenida Maringá (Zona Oeste de Londrina), assustou os moradores e mobilizou três caminhões do Corpo de Bombeiros, além de viaturas da Polícia Militar a da Guarda Municipal, no final da manhã de ontem.
O incêndio, que teve início por volta das 11 horas, atingiu proporção tamanha que a coluna de fogo podia ser vista de bairros vizinhos. Moradores que se aglomeravam ao redor do prédio disseram que não ouviram nenhuma explosão. Foi somente quando as chamas já haviam se alastrado e a fumaça tomado conta do local, que perceberam o que estava acontecendo.
''Foi tudo muito rápido. Eu senti aquela fumaça impregnando toda a minha casa e logo vi o Corpo de Bombeiros chegando. A gente fica muito assustada de ver uma coisa assim'', contou a produtora Fernanda Arantes.
Ainda abalado com o incêndio e a correria dos bombeiros, que entraram no quintal para evitar que a estrutura de sua casa também fosse atingida, o professor universitário Orlando Fogaça contou que a sogra chegou a passar mal. ''Outros vizinhos acabaram chamando o Corpo de Bombeiros, porque só tivemos tempo de socorrê-la. Mas, por sorte, está tudo bem'', disse.
Segundo informações do tenente Rodrigo Costa, do Corpo de Bombeiros, uma das prováveis causas do incêndio é um curto-circuito. ''Essa é uma das possibilidades, mas ainda vamos aguardar a perícia para saber o que, de fato, ocorreu'', afirmou. ''O mais importante é que nossa equipe chegou rápido ao local, conseguimos impedir que as chamas se espalhassem para casas vizinhas, o que teria provocado um estrago ainda maior.''
Segundo tenente Costa, não havia ninguém na loja quando o incêndio começou. Pelo menos 13 bombeiros trabalharam na contenção das chamas e foram gastos cerca de 20 mil litros para impedir que o incêndio se alastrasse.
Um dos bombeiros, o soldado Rafael de Vasconcelos, foi atingido nos ombros por uma parte da estrutura frontal da loja que se rompeu. O soldado ficou preso dentro do estabelecimento, mas logo conseguiu se soltar e sair sem nenhum ferimento.
''Quando a gente chega, quer controlar o fogo o mais rápido possível e por isso acaba correndo esse tipo de risco. Mas, felizmente, graças ao treinamento que temos, consegui sair rápido. Faz parte do trabalho'', salientou o soldado.
Muito nervoso com a destruição de sua loja, o proprietário do estabelecimento não quis comentar o caso. Segundo informações de funcionários que preferiram não se identificar, a loja funciona há dez anos naquele local, teria seguro e havia sido reformada recentemente.
Por causa da ocorrência, o tráfego de veículos permaneceu lento por cerca de duas horas.


