Incêndio destrói loja de fogos de artifício em Belém
São Paulo, 18 (AE) - Um incêndio de grandes proporções destruiu hoje à tarde a tradicional loja de fogos de artíficio "Bechara Mattar", localizada no centro comercial de Belém. Um homem e uma mulher morreram no local, carbonizados.
Havia boatos de que o número de vítimas fatais poderia ser maior. Mas até à noite essa informação não era confirmada pelo Corpo de Bombeiros, que continuava a operação no imóvel, situado perto da Assembléia Legislativa.
Dois carros foram totalmente destruídos pelas chamas e outros dois ficaram bastante danificados. Devido ao impacto, Bechara Mattar Júnior, filho do dono da loja, foi jogado da sobreloja do imóvel e teve ferimentos, sobretudo no rosto.
Socorrido por conhecidos seus, o rapaz foi encaminhado para atendimento médico e, segundo as primeiras avaliações, passa bem.
De acordo com informações recolhidas no local, no momento em que começou o incêndio haveria de cinco a seis pessoas no prédio
que tem quatro andares. Mas esse número também é contraditório, pois muitas informações desencontradas foram dadas no decorrer do sinistro.
De acordo com a versão apresentada por alguns populares, o incêndio começou por volta das 15h30, depois de uma forte explosão, e espalhou-se rapidamente pelo prédio. No imóvel havia bastante material, que favoreceu a propagação das chamas, como papel, plásticos e fogos de artíficio. Pessoas que acorreram ao local denunciaram ainda que o Corpo de Bombeiros chegou com aproximadamente 20 minutos de atraso para debelar o fogo, embora tenha uma unidade que funcione na rua João Diogo, que não é distante da loja. Um grande número de atendentes do Serviço de Urgência e Emergência 192, da Defesa Civil de Belém, guardas municipais, policiais civis e militares e homens do Exército também estiveram no local, ajudando nos trabalhos e isolando a área, para evitar que curiosos ficassem muito perto da loja de fogos.
O motorista policial Timico contou aos jornalistas que o incêndio começou depois de uma grande explosão. "A rua tremou"
disse uma pessoa que passava pelo local. "Parecia o fim do mundo", completou ela. A explosão provocou uma grande correria nos arredores da loja, que tem uma parte que fica na rua Tomázia Perdião e a outra na Padre Champanhant, também perto da igreja de Santo Alexandre.
Ninguém, no local do incêndio, soube dizer o nome das pessoas que morreram. Mas a informação é que as duas vítimas fatais eram funcionárias da loja. Por volta das 20 horas, o pessoal do Instituto Médico Legal informou que a mulher chamava-se Cristina da Silva Figueiredo, sobre a qual, porém, até aquele momento, não se tinha maiores informações. A identidade do homem, porém, continuava ignorada.
No térreo do imóvel funcionava o comércio propriamento dito, com a venda de tecidos, brinquedos e fogos de artíficio. Na sobreloja, ficava o escritório do estabelecimento comercial e, nos demais andares, o depósito da loja. Segundo algumas pessoas, a tragédia ocorrida ontem à tarde poderia ter sido bem maior.
É que, há seis meses, deixou de funcionar, no edíficio Bechara Mattar, a sede da Defensoria Pública do Estado do Pará. Esses populares lembraram que o incêndio começou num momento em que costumava ser grande o movimento na Defensoria, que hoje funciona no prédio da antiga agência do Banpará, na área conhecida como "buraco da Palmeira". O Corpo de Bombeiros informou que, por volta das 17 horas, o incêndio já estava sob controle.





