Incêndio destrói galpão do Porto Seco de Cascavel
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
Londrina - Uma equipe do Corpo de Bombeiros de Cascavel ficou de plantão durante toda a madrugada em frente ao galpão do Porto Seco da cidade destruído por um incêndio. Havia o risco da formação de novos focos. O fogo começou por volta das 21 horas de anteontem e só foi controlado no início da manhã de ontem. Não houve vítimas. A gerência do Porto não tinha uma estimativa dos prejuízos.
Somente os vigilantes da área, que chamaram o Corpo de Bombeiros, estavam no local no momento do incidente, de causa ainda desconhecida. Havia armazenado no Porto grande quantidade de algodão, roupas importadas da China e equipamentos de pesca originários da Itália. Não temos ideia do quanto foi perdido, lamentou Alceu da Silva Moura Filho, gerente do local. As causas do incêndio, conforme ele, ainda não foram descobertas. Chovia muito no momento e havia muitos relâmpagos, pode ter sido um raio, mas pode ter sido um problema elétrico. Vamos deixar isso para os peritos, adiantou.
O Porto Seco de Cascavel começou a operar em 2003 e conta com uma área de 30 mil metros quadrados. O galpão destruído no incêndio tinha 2 mil metros quadrados. O local é utilizado para armazenamento, despacho de mercadorias e controle aduaneiro. O Porto possuía uma estrutura para acomodar 54 caminhões de carga seca e 5 cargas frigorificadas.
Conforme Moura Filho, por conta do incêndio as cargas que ficam em caminhões poderão ser liberadas normalmente, as que precisarem ficar armazenadas passarão por avaliação. Um novo barracão será construído, adiantou o gerente, mas não há previsão.
Segundo Mikeil Petrus Abi-Abib, tenente do Corpo de Bombeiros de Cascavel, três fatores contribuíram para dificultar o controle do incêndio: o material de fácil combustão, o sistema de hidrante que não funcionou e a distância do Porto do centro da cidade. O que sobrou foram placas metálicas com algodão. Não dá para ver que havia um galpão ali, disse.
Nem a forte chuva na hora do incêndio minimizou o problema. O telhado metálico cedeu, mas não quebrou, e cobriu tudo o que havia dentro do galpão. Então, era difícil apagar o fogo, destacou. Conforme o tenente, cerca de 500 mil litros de água foram utilizados no operação.


