Marian Trigueiros
Reportagem Local
O barracão da Cooperativa dos Profissionais da Reciclagem de Londrina (Coocepeve) ficou totalmente destruído após um incêndio, cujo fogo se alastrou pelo local em poucos minutos no início da noite de sexta-feira. Não havia nenhum trabalhador no momento, portanto, ninguém ficou ferido. As chamas alcançaram muitos metros ameaçando imóveis vizinhos, mas os bombeiros chegaram a tempo de conter o fogo, contudo, não de salvar o material ou o barracão. Segundo uma funcionária que não quis se identificar, existe a suspeita de que o ato possa ter sido criminoso, pois há muita rixa entre as cooperativas do ramo para vencer a licitação da prefeitura no serviço de coleta de lixo reciclável no município. A cooperativa firmou contrato no início do ano por seis meses pelo pagamento de R$ 200 mil.
A reportagem da FOLHA esteve no local e constatou que tudo indica que o fogo iniciou na parte dos fundos do barracão, já que o material da frente estava praticamente sem marcas. Todo o restante queimou ou veio abaixo, como o telhado e fiação elétrica. De acordo com a funcionária, havia 41 toneladas de material dentro do barracão, no qual já tinha sido feita triagem para a venda. "As máquinas, avaliadas em R$ 500 mil, não estavam aqui, senão tínhamos perdido tudo", conta. O boletim de ocorrência (BO) foi realizado e a Polícia Civil deve realizar a perícia amanhã. Só então será possível afirmar a causa do incêndio. A presidente da Coocepeve, Sandra Araújo, foi procurada durante toda a manhã de ontem para comentar sobre o ocorrido e como prossegue o serviço de coleta, mas não foi localizada.

Ônibus
Na noite de sexta-feira, um ônibus também foi incendiado na garagem da Viação Procopense, empresa responsável pelo transporte coletivo de Cornélio Procópio. Paulo Rodrigues Pinto, gerente de frota da empresa, contou que um motorista estava guardando um veículo na garagem quando percebeu a fumaça e comunicou o guarda. "Quando cheguei, juntamente com os bombeiros, ele tentava apagar o incêndio e houve uma explosão. O mais estranho é que o fogo começou no meio do ônibus, que estava parado por problemas no motor e, por isso, estava sem bateria e sem combustível", afirmou.
Segundo ele, o fogo se espalhou e acabou queimando também parte de um veículo que estava estacionado ao lado e outro que estava na frente. Todos os veículos eram usados no transporte escolar de alunos da zona rural, que não serão prejudicados porque há outros disponíveis. O prejuízo foi calculado em R$ 60 mil, entre a manutenção dos veículos queimados parcialmente e o outro que teve perda total.
De acordo com o investigador da Polícia Civil, Natanael de Cristo, ainda é cedo para apontar qualquer razão para o incêndio. "Não temos problemas de criminalidade como em grandes centros para consideramos como criminoso e nem é prudente fazermos isso agora. A princípio, não estamos trabalhando com essa hipótese. No entanto, não descartamos nenhuma possibilidade, como a de acidente, por exemplo", relatou. A investigação continua até que a perícia seja concluída. (Colaborou Érika Gonçalves/ Reportagem Local)

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