Curitiba, 18 (AE) - O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) pediu ao Corpo de Bombeiros de Toledo, no oeste do Estado, um laudo sobre o incêndio que destruiu hoje mais de 150 hectares de floresta nativa na fazenda conhecida como área dos Quatrocentos, em São Pedro do Iguaçu, invadida há um ano por 30 famílias de sem-terra. O IAP dará entrada com um pedido de investigação no Ministério Público.
A chefe do escritório do IAP em Toledo, Maria da Glória Pozzebon, disse que serão autuados os líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que também é responsável pela área, que está em processo de desapropriação. O IAP suspeita que o incêndio tenha sido criminoso. "Verificamos que em todas as partes da propriedade existem áreas florestais desmatadas e já queimadas, e que o fogo é uma prática constante na propriedade", afirmou Maria da Glória.
Há cerca de dois meses, o IAP já tinha enviado um dossiê ao Ministério Público denunciando a devastação de mata nativa. A fazenda tem 726 hectares, sendo 70% da área composta por mata nativa. A chefe do IAP local acredita que devam restar apenas 30%. Antes de os sem-terra invadirem a fazenda, o proprietário já tinha sido notificado por corte ilegal de madeira. "Com a chegada das famílias, há cerca de um ano, acelerou-se a devastação a ponto de tornar o problema incontrolável", disse Maria da Glória.

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