A brigada do Corpo de Bombeiros de Porto Seguro identificou quatro grandes focos de fogo no incêndio que consome a vegetação do Parque Nacional do Descobrimento, que fica no extremo sul da Bahia. Os bombeiros ainda não conseguiram estimar a área atingida. O incêndio continua fora de controle e se alastra rapidamente em razão da estiagem e dos ventos fortes na região.
Uma equipe de 50 pessoas, formada por homens do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e voluntários, combate o fogo, cujo primeiro registro foi feito em 14 de janeiro.
Segundo Alberto Gonçalves, gerente de Fiscalização do Ibama, o fogo atingiu grandes proporções a partir da sexta-feira passada. Estão sendo empregados no combate ao focos carros-pipa, abafadores, enxadas, foices e motosserras para abrir caminho na mata, de difícil acesso. Um helicóptero militar do governo da Bahia faz sobrevôos diários.
Gonçalves sustenta que a hipótese ‘‘mais plausível e provável’’ para as causas do incêndio é a ação de donos de propriedades na região, que teriam promovido queimadas para preparar o solo para agricultura, para produzir carvão vegetal ou para comercializar toras.
Considerado patrimônio da humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), o Parque do Descobrimento integra o Sítio Histórico do Descobrimento, de 22 mil hectares (o equivalente a 28 mil campos de futebol), que abriga uma das maiores áreas de mata atlântica ainda preservadas no Brasil.

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