Incêndio assusta moradores de prédio em São Paulo
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domingo, 16 de maio de 1999
Por Natalie Antar 
São Paulo, 17 (AE) - Um incêndio no apartamento 134 do Edifício Praia de Camboriú, na Rua Barão do Bananal, na Pompéia, zona oeste de São Paulo, causou pânico e susto entre as 56 famílias que moram no prédio, no início da tarde de hoje. Apavorados com a fumaça, os moradores desceram de seus apartamentos com as crianças e, da rua, acompanharam atentamente o trabalho dos 36 homens do Corpo de Bombeiros.
"Estou rezando para que o fogo não passe para o meu apartamento", disse o comerciante Anibal Cury, de 40 anos, que carregava sua filhinha de apenas 1 ano no colo. Na hora do incêndio, por volta do meio-dia, não havia nenhum morador dentro do apartamento 134. Apenas dois cachorros, Peny e Caia, que foram socorridos e levados para um veterinário na região. Caia teve o focinho queimado.
Trinta minutos depois do início do incêndio, o fogo foi controlado. Um dormitório do apartamento foi totalmente destruído e os outros cômodos ficaram com as paredes pretas, por causa da fumaça. "O calor derreteu o telefone e outros aparelhos que estavam na sala", afirmou o major Paulo Lopes de Freitas, que comandou a operação. "Não sabemos o que pode ter causado o incêndio, a única coisa que podemos afirmar é que começou no quarto." "Só quem poderá afirmar a causa do incêndio é a perícia", completou o major. "Os moradores podem ficar calmos, pois nenhum outro apartamento foi afetado pelo fogo." O prédio foi liberado à 1h45, mas o cheiro de queimado ainda estava em todo os cantos do edifício de 14 andares. "Apesar do susto, podemos afirmar que foi um incêndio de pequenas proporções", explicou o major. "A estrutura do prédio também não foi afetada."
Susto - A empresária Dalgima Ferreira Leite, moradora do apartamento de número 11, chegou ao edifício 20 minutos depois de o incêndio ter começado chorando muito. "Estava trabalhando no centro quando soube que o prédio estava pegando fogo", contou. "Fiquei desesperada, pois minhas duas filhas estavam aqui, além disso, há muitas crianças no edifício que poderiam ter-se machucado", disse. "Deixamos nossas crianças aqui, pois sabemos que o prédio é seguro e quando escutamos a notícia do incêndio ficamos completamente desesperados." Como ela, outros moradores que trabalhavam na hora do incêndio foram verificar o que havia acontecido no prédio. A moradora do apartamento que pegou fogo estava em um velório na hora do incêndio e sua filha de 13 anos, na escola. O caso foi registrado no 7º Distrito Policial, na Lapa. O resultado da perícia deve sair em 20 dias.


