Marília, SP, 03 (AE) - Após uma semana sem nenhum nova caso e com a cabeça valendo o prêmio de R$ 5 mil, oferecido pela prefeitura local, o incendiário voltou a agir em Marília, interior de São Paulo. Na madrugada de hoje mais dois automóveis foram incendiados, elevando para 43 o número de veículos total ou parcialmente danificados desde 14 de janeiro. A Polícia deteve mais um suspeito mas acabou liberando-o por falta de provas e admite que continua sem pistas concretas para chegar ao criminoso.
O primeiro veículo queimado hoje foi um automóvel Gol ano 96, do estudante Ricardo Ortiz Quintino. O carros estava estacionado em frente sua residência, na Rua Arminda Reis Gomes. Ele acordou às 3h40, viu o carro queimando e conseguiu debelar as chamas antes que elas se alastrassem. Mesmo assim o veículo sofreu danos no painel e parte do motor.
Às 4h50 foi a vez do Logus ano 94 de propriedade de Junior Cezar Ignes, comerciante que reside na Rua Rui Barbosa. O carro estava estacionado em frente da casa quando foi incendiado. Ele também acordou e conseguiu debelar as chamas, porém, sem evitar danos de relativa monta na parte dianteira do veículo. Uma testemunha ouviu o barulho de uma moto fugindo do local e, pouco depois, a Polícia Militar deteve um motoqueiro quando ele chegava a uma base do Corpo de Bombeiros para comunicar o incêndio. Na polícia ele negou qualquer participação
disse que passava pelo local quando viu as chamas e correu para avisar os bombeiros.
O delegado José Carlos Costa, chefe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) determinou uma busca em sua casa e como nada foi encontrado decidiu liberá-lo, avisando que o suspeito continua a ser investigado. De acordo com o delegado, o incendiário voltou a agir da mesma forma como foi registrado na maioria dos casos ocorridos em Marília. Um líquido inflamável foi despejado na parte de ventilação dianteira dos veículos e em seguida colocado fogo.
Segundo Costa, outros três casos de tentativa de incêndio em veículos foram registrados hoje em Ourinhos, município distante 80 quilômetros de Marília. Da mesma forma, ninguém foi preso e tudo indica, segundo o policial, que outras pessoas, inspiradas nos casos de Marília, estejam começando a atuar na região.

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