Fragmentos da bomba que explodiu na madrugada de domingo na torre da linha de transmissão da hidrelétrica de Itaipu serão enviados para o INC (Instituto Nacional de Criminalística), órgão científico da Polícia Federal, em Brasília. Os exames nos laboratório de análise química do INC irão confirmar ou não a suspeita de que o mesmo material explosivo, conhecido como cordel detonante, foi usado nos atentados a bomba registrados ontem, no Paraná, e em julho, em Santa Catarina.
O cordel detonante é vendido apenas com autorização do Exército. Fábricas de explosivos na região, que comercializam o produto, serão investigadas para identificação da lista dos compradores.
Segundo peritos do INC, o cordel detonante tem uma velocidade de explosão de 7.000 metros por segundo. É bastante superior, por exemplo, à velocidade de uma bala de revólver calibre 38, que é de 300 metros por segundo.
Apesar de os laboratórios do instituto terem condições de identificar com maior precisão o tipo de material usado, os fabricantes só serão identificados se for encontrada alguma peça intacta do artefato explosivo. Caso contrário, a identificação do fabricante é praticamente impossível. Isso porque os fragmentos do cordel são sempre semelhantes, principalmente o uso do explosivo em pó nitropental, bastante usado em mineração.
Nota distribuída pelo vice-diretor da Polícia Federal, Wantuir Jacini, afirma que o cordel detonante foi usado como ‘‘acionador do explosivo’’ no caso do Paraná. Segundo a PF, as bombas explodiram entre 0 e 2 horas de domingo.
A PF suspeita que haja coincidência na motivação dos atentados, já que ambos ocorreram antes de leilões de privatização. Em julho ocorreu o leilão de privatização do sistema Telebrás e para hoje está previsto o leilão de privatização da Gerasul. Nas bombas que danificaram duas torres da Embratel em Lages (SC), o uso do cordel detonante foi confirmado.Marcos negriniSegundo os peritos, autores de atentado em Nova Tebas tinham conhecimentos de explosivos e de eletrônicaAgência Folha

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