Inaugurado emissário do Pinheiros; obra deve reduzir em 30% esgoto lançado no rio
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terça-feira, 25 de janeiro de 2000
Por Jobson Lemos 
São Paulo, 25 (AE) - O governador Mário Covas (PSDB) inaugurou hoje o emissário terrestre que vai retirar 30% do esgoto que é lançado no Rio Pinheiros. A obra demorou cinco anos para estar concluída, mas o presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Ariovaldo Carmignani, afirmou que o programa de recuperação do rio será prioridade na segunda etapa do Projeto Tietê. "Em 2003, vamos retirar pouco mais de 70% do que era jogado até ontem".
A tubulação entregue hoje vai levar 2,5 mil litros de esgoto à Estação de Tratamento de Barueri. Por dia, vão deixar de ser lançadas no Rio Pinheiros cerca de 84 toneladas de dejetos. Para o secretário dos Recursos Hídricos, Antônio Carlos de Mendes Thame, o emissário deve ajudar a diminuir doenças na Grande São Paulo. "Setenta por cento dos leitos em hospitais são ocupados por pessoas que contraíram doenças pela água". água potável - Após a segunda etapa do projeto de despoluição do Rio Tietê, Thame acredita que os rios poderão ser usados para aumentar a disponibilidade de água potável para a população. A água dos rios Tietê e Pinheiros seria utilizada por indústrias para uso que não impliquem no consumo humano. Com isso, a água potável, que seria usada para esse fim, seria oferecida à população.
Mais da metade da água que é distribuída hoje pela Sabesp na região metropolitana vem da Bacia do Rio Piracicaba. Thame acredita ser necessário encontrar alternativas para o abastecimento porque o próximo lugar onde a Sabesp poderia buscar água é na Bacia do Ribeira. "A 200 quilômetros da capital". Dinheiro - O dinheiro para o início das obras da segunda etapa do Projeto Tietê foi liberado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em outubro, mas até agora os US$ 200 milhões ainda não chegaram ao Estado. Isso porque o empréstimo depende de uma autorização do Senado com base em um estudo do Banco Central, que nem sequer está pronto ainda. "Espero que em 60 dias isso esteja resolvido", disse Carmignani.


