Inaugurado em Curitiba hospital de reabilitação
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segunda-feira, 16 de junho de 2008
Cláudia Palaci<BR>Equipe da Folha 
Curitiba- Foi inaugurado oficialmente ontem, em Curitiba, o primeiro centro de reabilitação para deficientes locomotores por trauma ou congênito do Estado. Estima-se que cerca de 14,5% da população paranaense demande atendimento especializado. O Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier, no bairro Cabral, começou as atividades em 31 março com serviços ambulatoriais (psicologia, fisioterapia e fonoaudiologia), e nesta fase já será possível a realização de exames, análise clínica e a partir de agosto, internamento e operações. Há 12 leitos de UTI. Foram gastos R$ 35 milhões em obra e compra de equipamentos.
Os interessados deverão apresentar encaminhamento de um pronto atendimento ou hospital de trauma. Se a solicitação for aprovada pela avaliação multidisciplinar do CHR, o tratamento será liberado e custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). ''É uma unidade completa e moderna. Somos referência na América do Sul'', avalia o médico e presidente da Associação Médica do Paraná (AMP), José Fernando Macedo.
O Ministro da Saúde, João Gomes Temporão, participou da inaugaração após visitar o Hospital Universitário Evangélico. Ele afirmou ''que não encontrou caos algum no hospital e que lotação é uma situação normal em grandes centros e regiões metropolitanas''. Defendeu a regionalização dos atendimentos como alternativa para desinchar os hospitais. ''Boa parte não tem necessidade de transferência para hospital, nossa bandeira é qualificar os ambulatórios'', disse.
Quanto à Contribuição Social da Saúde (CSS), Temporão disse que constará em lei que o tributo será revertido exclusivamente para a saúde e que espera a regulamentação da Emenda 29, que obriga ao governo federal investir 10% do PIB em saúde; aos estados, 12% e aos municípios, 15%.
O governador Roberto Requião (PMDB) rebateu as denúncias da imprensa sobre a falta de leitos em hospitais afirmando que ''isso é uma visão caolha que é o número de leitos é suficiente''. Desde 1996, Curitiba disponibiliza cerca de 30% da capacidade para o atendimento de alta complexidade, como casos de urgência e emergência, para a população de fora da Capital.
A AMP defende a regionalização para acabar com o caos de superlotação em hospitais públicos.


