Quase um ano depois de entrar em operação, a Estação Aduaneira de Interior (Eadi) ainda não atraiu importadores e exportadores em busca de incentivo fiscais permitidos neste regime especial de armazenagem. Apenas uma empresa, a Exportadora e Importadora Tupi, de Foz do Iguaçu, utilizou a Eadi durante o período. Em dezembro, a empresa armazenou uma carga de 157 mil lâmpadas, utilizando as instalações do complexo para entrepostamento do produto.
Administrado pela Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), o porto seco de Foz do Iguaçu experimenta, no entanto, um movimento crescente no número de veículos usuários da Estação Aduaneira de Fronteira de Foz do Iguaçu (Eaffi).
Utilizando apenas as vantagens da Eaffi, 148.012 veículos usaram o pátio no ano passado, contra 147.035 em 1997. Outro comparativo que atesta o volume cada vez maior no desembaraço de mercadorias sobre rodas são os números de janeiro, mês considerado de movimento fraco. Em 1998, foram 3.521 caminhões. Em janeiro deste ano, o número aumentou para 3.768.
‘‘Em relação à Eadi, ainda falta uma conscientização maior dos empresários da região e isso só se conquista com o tempo, com exemplos de sucesso’’, analisa Francisco Alves, coordenador de Negócios da Codapar e responsável pela área aduaneira de Foz. Segundo ele, a empresa deve melhorar a divulgação das vantagens de se usar a Eadi de Foz do Iguaçu, uma unidade que cobra uma diária de R$ 10,90 contra R$ 35,00 da Eadi de Maringá.
Para se tornar mais atraente, a Eadi de Foz passará por reformas. O governo do Estado anunciou que investirá R$ 1,5 milhão na adequação de sua infra-estrutura. Dois pátios serão pavimentados e um armazém de 2 mil metros quadrados será erguido. O local também ganhará um fosso para a nova balança rodoviária, iluminação mais potente, mais sanitários e vestiários. As obras deverão estar concluídas em julho.Christian RizziGoverno do Estado anunciou que investirá R$ 1,5 milhão na adequação da infra-estrutura da EadiLúcio Flávio Moura
Especial para a Folha

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