São Paulo, 03 (AE) - A inadimplência voltou a subir em abril e está preocupando o comércio. O número de carnês em atraso cresceu 6,3% em relação a abril e foi 0,9% superior ao de março.
Foram registrados 446.409 carnês em atraso no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). O número é alto porque as vendas a prazo estão abaixo do ano passado. "Esses números mostram um agravamento da situação porque as consultas no SCPC foram 13,4% menores em abril deste ano em relação ao mesmo período do ano passado," diz.
Segundo ele, o recorde de inadimplentes que ocorreu em setembro, com 491.158 registros, não foi superado, mas os números são muito altos. "Naquela época a situação estava pior porque os juros subiram para mais de 40% com o agravamento da crise econômica, após a moratória da Russia," lembra Alfieri.
O cancelamento de dívidas atrasadas em abril foi 3% maior do que abril do ano passado, mas 7,3% menor que em março.
Os indicadores de insolvência das empresas não são graves, na avaliação da Associação Comercial. As falências requeridas caíram de 1.035 em março para 949 em abril, uma redução de 8,3, e são um pouco superiores às do mesmo período do ano passado, quando foram registrados 881 pedidos.
"A melhoria da situação das vendas está refletida também nos pedidos de falência, que apresentaram queda de 11,7% na segunda quinzena do mês em comparação com a primeira," diz Alfieri. Os requerimentos de concordata estão em queda. Os doze registros feitos em março caíram para para nove em abril, indicando uma redução de 25%. Em abril do ano passado foram registrados treze pedidos.
"As falências e concordatas ao que tudo indica estão sob controle," afirma. Na sua avaliação os números não são altos se for levada em consideração a ruptura do câmbio no mês de janeiro. Com a tendência de queda dos juros, esses números podem baixar mais.

mockup