Inadimplência volta a cair em São Paulo
Inadimplência volta a cair em São Paulo16/Mar, 20:38 Por Márcia de Chiara São Paulo, 16 (AE) - A inadimplência do crediário voltou a cair em março em São Paulo e já acumula neste ano, até a primeira quinzena deste mês, um recuo de 16,1% em relação a igual período de 1999. Os números, ainda preliminares, são da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que constatou retração de 25,1% no total de carnês com atraso superior a 30 dias nas duas semanas de março em relação aos mesmos dias de 99. Já em relação a fevereiro, a queda do calote foi menos expressiva, de 1,6%, mas contrariou o comportamento normal do período, que é de um crescimento de cerca de 30% de fevereiro para março. "Ainda não dá para dizer que não vai ocorrer um repique da inadimplência", diz o economista da ACSP, Emílio Alfieri. Ele pondera que os feriados de carnaval podem ter influenciado os números e que algum acréscimo poderá ocorrer na segunda quinzena. A mesma avaliação foi feita para o recuo expressivo no número de concordatas, falências e títulos protestados no período. Já o total de carnês recuperados caiu 36,6% na primeira quinzena de março na comparação com os mesmos dias do de 99 e acumula neste ano retração de 10,8% em relação janeiro, fevereiro e março do ano passado. Na análise do economista, a queda no total de carnês recuperados pode estar refletindo que a capacidade de o consumidor inadimplente se recompor pode ter se esgotado. De toda forma, os números da ACSP não mostram crescimento devendas no total acumulado na quinzena porque neste mês de março há um dia a menos em relação ao mesmo período do ano passado. Mas na média diária, o número de consultas para vendas a prazo está neste mês 10% superior a igual período de 99 e, nos negócios à vista, o acréscimo é de 0,6%. "Na média, as vendas estão crescendo 5%", diz Alfieri. Ele acrescenta que neste ano o volume de vedas a prazo está 15,5% maior que o obtido até a primeira quinzena de março de 99 e nas vendas à vista o recuo é de 2,3%. Ele destaca que o quadro é alentador porque as vendas no crediário fecharam 99 com queda de 1,7% e os negócios à vista, com retração de 9,5%. Financeiras, como Cacique, Losango, Banco PanAmericano e grandes lojas de eletroletrônicos, como Casas Bahia, Carefour e Lojas Cem, informaram que não vão mexer, por enquanto, nas taxas de juros ao consumidor, depois de o Banco Central ter reduzido o compulsório sobre os depósitos à vista. Dirigentes das financeiras explicam que vão observar o comportamento do mercado e verificar se o custo de captação do dinheiro vai cair, antes de tomar decisões. A Casas Bahia argumenta que a sua taxa de 3% é competitiva.





