Marta Medeiros Especial para a Folha
As operações do Proger para atividades formais pelo Banco do Brasil estão bloqueadas desde 1997 em Maringá. O motivo da paralisação está no índice de 29,51% de inadimplência que superou os 2,7% admitidos pela instituição financeira ao programa.
Segundo o chefe do escritório regional da Secretaria do Emprego e das Relações de Trabalho, Neuton Correia Pinho Neto, o empréstimo de volume significativo de dinheiro para poucas empresas aumenta em muito a ‘‘aparência da inadimplência’’.
Além deste fator, conforme Pinho Neto, o atraso no pagamento de mais de três parcelas, também reforça a lista de inadimplentes e provoca o bloqueio de empréstimos.
Ele afirma que compreende o bloqueio, mas sempre que pode gestiona junto aos bancos o retorno do programa. Em Maringá, a Caixa Econômica Federal recomeçou no mês passado as operações do Proger. O Banco do Brasil está atendendo apenas com linhas de crédito para professores e atividades informais.
De 1995 a 1998, foram aprovados em Maringá e região, 621 propostas de empreendimentos dos setores formal e informal. Segundo Pinho Neto, foram gerados 1.237 empregos com um investimento de mais de R$ 6,8 milhões.
‘‘Estes números, verificados através de médias, são significativos. O custo para gerar um emprego pelo Proger, por exemplo, é de R$ 5,5 mil, mais barato se comparado a outros investimentos’’, ressalta.

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