As bebidas alcoólicas aparecem como principais vilãs quando o assunto é acidente de trânsito. Segundo dados do governo, o consumo excessivo de álcool está relacionado a 42,7% dos acidentes fatais no trânsito. Uma comissão estadual analisou atestados de óbito de 454 laudos do Instituto Médico-Legal (IML) referentes a acidentes fatais de trânsito. Em 194 deles, os motoristas tinham concentração alcoólica no sangue acima de 0,6 g/l (gramas por litro), o máximo permitido pela legislação brasileira. A quantidade de álcool necessária para atingir essa concentração no sangue é equivalente a beber cerca de 600 ml de cerveja (duas latinhas ou três copos de chope), 200 ml de vinho (duas taças) ou 80 ml de destilados (duas doses). As maiores concentrações alcoólicas foram encontradas em jovens de 20 a 29 anos, do sexo masculino, solteiros e que morreram no próprio local do acidente. De acordo com os resultados da pesquisa, isso indica muito provavelmente que, além de alcoolizadas, as vítimas estavam em alta velocidade.

Depois de quatro anos de discussão, a Política Nacional sobre Álcool foi lançada no Palácio do Planalto. Criada para prevenir o abuso da bebida e garantir tratamento para pacientes, a estratégia é formada por 30 ações, divididas em quatro grandes blocos: legislação, educação, restrição da propaganda e assistência para dependentes.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de dois bilhões de pessoas consomem bebidas alcoólicas em todo o mundo. No Brasil, uma pesquisa da Secretaria Nacional Antidrogas detectou que 12,3% das pessoas entre 12 e 65 anos têm dependência do álcool e 75% já beberam pelo menos uma vez na vida.

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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