Improvisações oferecem perigo a frequentadores
Londrina - Arames, pedaços de madeira e barbantes fazem parte do repertório dos moradores para tentar estender a vida útil de campos e quadras esportivas malconservados, mas podem representar perigo para os usuários.
Quando um adolescente em Cambé morreu ao ser atingido no peito por uma trave na semana passada, um dos problemas identificados foi que a parte inferior da trave já não existia mais, oferecendo risco de queda por causa de qualquer vento um pouco mais forte.
No Conjunto Parigot de Souza (Zona Norte), um episódio semelhante aconteceu na quadra localizada na Rua Aurélio Buarque de Holanda no ano passado e resultou na fratura dos dedos dos pés de um garoto. Segundo o estudante Gregory Navarro, de 13 anos, o vizinho dele, que pediu para não ser identificado, foi atingido quando estava colocando a rede na trave. Quem chega hoje ao local só vê os pedaços da trave, que está quebrada há quatro meses, jogados no chão.
''E o alambrado foi remendado com um material inferior que não aguenta a força de um chute'', reclama o garoto.
Para quem joga bola na quadra da Vila Ricardo (Zona Leste), aparentemente o espaço está bem conservado, com quadra coberta e piso ainda considerado novo. Mas um olhar mais atento mostra que uma das traves está danificada, sustentada apenas por um pedaço de madeira. Os moradores ouvidos pela reportagem desconheciam o problema.
A ausência do poder público no Conjunto Alexandre Urbanas (Zona Leste) fez com que os moradores da região tomassem a iniciativa para instalar as traves no campo de futebol da Rua Nelson Burnelli. O espaço é cuidado pelo lavrador Genivaldo Oliveira de Andrade, morador da região, que realiza o serviço de jardinagem do entorno. ''As traves eu fiz com o bambu que eu plantei no fundo de vale para evitar o desmoronamento do barranco'', relata.
Para o presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Claudemir Vilalta, pequenos consertos podem ser viabilizados com o orçamento do órgão. Ele acrescentou que vai determinar que funcionários passem pelos pontos destacados para avaliar a possibilidade de conserto.(V.O.)





