IMPRÓPRIAS PARA BANHO - O perigo das águas contaminadas
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2006
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
Nada melhor do que um banho de mar para aplacar o calor escaldante do verão e se divertir durante as férias. Porém, antes de entrar na água, é preciso tomar alguns cuidados para evitar que a diversão termine no hospital.
Entrar em águas impróprias para banho, por exemplo, oferece diversos riscos à saúde. Por isso, uma das principais precauções a ser tomada no litoral é observar os boletins de balneabilidade das praias que a Folha vem publicando periodicamente. Com a falta de uma rede adequada de esgotos, a maioria das cidades praianas acaba despejando seus dejetos no mar, o que, segundo o infectologista Arilson Akira Morimoto, contribui para o aumento do nível de coliformes fecais na água. ''Além disso, em algumas áreas são despejados também produtos químicos, que podem causar irritações na pele e outros problemas'', afirma.
De acordo com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), apenas sete praias do litoral paranaense estão próprias para banho, número que varia de acordo com a quantidade de dejetos despejados, a chuva e outros fatores. Por isso, o órgão divulga boletins semanais orientando o banhista sobre o nível de poluição das águas. É preciso estar sempre atento a essas recomendações, e só se banhar em locais seguros.
''Se um banhista entra no mar em uma área imprópria para banho e sem querer engole um pouco d'água, pode ter de uma simples diarréia a uma hepatite A'', alerta o infectologista. Como essas doenças são transmitidas através da ingestão de alimentos e água contaminados, quem mergulha em represas, córregos e lagos como o Igapó também corre o risco de ser infectado.
Segundo Morimoto, a diarréia pode ser causada por diversos vírus e bactérias, e por isso clinicamente é difícil de se distinguir o elemento causador do problema que pode ser acompanhado de cólica, vômito e febre. Na maioria dos casos, apenas um exame de cultura das fezes é capaz de identificar a causa do problema.
Se as fezes apresentarem consistência líquida, frequência superior a três vezes ao dia e perdurarem por mais de três dias é recomendável procurar auxílio médico. A orientação vale também para quem apresentar sinais de desidratação, como boca seca e redução na quantidade de urina, que fica inclusive com uma coloração mais escura. ''O ideal é que se procure o médico sempre, para garantir um diagnóstico mais rápido em caso de uma doença grave'', recomenda.
Os riscos são maiores entre as crianças e os idosos, cujo metabolismo não é tão resistente quanto ao dos jovens e adultos, deixando-os mais suscetíveis a sofrer complicações.


